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"Disseram-me: verás quando tiveres cinqüenta anos. Tenho cinqüenta anos: não vi nada". Erik Satie



























avant-dernières pensées
28.9.06

Eleições 2006


Arranco de Varsóvia para presidente

8:27 PM Comments:

26.9.06

Back to life, back to reality

To de volta de um findi espetacular na minha sampa querida e seus múltiplos encantos, que depois eu conto (incluindo aí o sr. a, a srta a., o sr. g. e a sra f.). Hoje é dia de blogagem coletiva pela ética. Vou pegar o tema e improvisar, deixando uma imagem falar por mim e pela minha agonizante e amada cidade maravilhosa.


Pela ética no fórum primordial de todos nós: a família, as relações familiares. Essas coisas a gente aprende em casa...


1:56 AM Comments:

21.9.06

Adoro listas 2

Rio - São Paulo

Mala pronta, nunca sei que sapatos levar... Levo muitos, sempre! Queria levar mais, mas tenho vergonha;
CDs gravados, papelada impressa, agendinha, cahier de voyage, tudo ok;
Unhas pintadinhas de vermelho, devem durar uns 4 dias, sem lavar louça... rs;
Casaco, só um. Ai, será que ai fazer frio? Se precisar muuuuito, compro um por lá;
Livro, sempre levo, quase nunca leio;
O manual do MD em japonês não ajudou, vou sem levar música. Só dentro de mim;
Câmera ok, dando erro na leitura, ai, ai;


Comentários, por favor, daqui a pouco, na happy hour, na mesa do bar. Agora vou, senão o avião decola sem mim. Fui...


3:50 PM Comments:

18.9.06

Adoro listas !

Dez lindas canções de amor

Condenados - fatima guedes
Eu te amo - chico buarque
Um girassol da cor do seu cabelo - lô e marcio borges
A linha e o linho - gil
Louco por vc - caetano
Louco por você - ivan Zigg
Mistérios - ana terra e mauricio maestro
Me liga - herbert vianna
Por vc - frejat
Tive, sim - cartola

E as suas, quais são?



7:48 PM Comments:

12.9.06

A fim de viajar?

O cogumelo havaiano (copelandia cyanscens / panaeolus cyanensus ) foi descoberto nas Filipinas, e cresce na natureza da América do Sul e da Ásia. Também é muito popular entre os jovens do Havai, onde o cogumelo cresce selvagem na natureza, e é provavelmente por isso que se chama havaiano. É um cogumelo pequeno com um pé longo e fino, e uma cabeça levemente colorida.

O cogumelo havaiano contém altos níveis de psilocobina e psilocina, e é um dos cogumelos alucinogénios mais fortes que se conhece. Meia grama já é suficiente para uma viagem normal. O cogumelo copelandia é mais forte que o cubensis e dá uma trip mais visual com cores lúcidas e "tropicais".

Toma 5 grama para a primeira trip ou uma trip normal, 10 grama para uma trip mais forte. Não excedas a dose de grama para testar a tua sensibilidade ao copelandia cyanescens.

O melhor modo de usar os cogumelos é mastigá-los e comê-los. Não sabem muito bem, por isso uma maneira mais saborosa é fazer chá fervendo os cogunelos 20 minutos em água. Não adiciones açúcar. Depois de ferver podes beber o chá e comer os cogumelos sem problemas.

Toma os cogumelos de estômago vazio, não comas 4 horas antes da trip. Bebe suficiente água, sumo de fruta, ou chá descafeínado durante a viagem. Usa os cogumelos num ambiente tranquilo e seguro, e entre pessoas com as quais te sintas confortável.
Durante a primeira hora da viagem podes sentir-te um pouco enjoado. Essa sensação desaparece quando a psilocibina realmente começar a fazer efeito.


Essas e muuuuuuuuitas outras no inacreditável Azarius

7:21 PM Comments:

9.9.06

Gaúcha

A camisa era aquela branca, de seda. Decote profundo, o sutiã até aparecia um pouco. O cabelo estava molhado, de banho. Muito cheirosa. Tínhamos ido à praia de manhã. Mas antes da praia você tinha me acordado cedo, cedíssimo. E tínhamos feito sexo, sexo de verdade, intenso, com gozos e penetrações muito mais profundos do que o corpo é capaz de testemunhar. Praia de manhã é como fazer sexo de novo. Deitar naquela canga, em silêncio, ao seu lado, o sol queimando a pele branquíssima da gente. Só a sua mão em mim e seu silêncio perfeito. Nenhuma palavra teria sido boa o suficiente naquela praia. O hotel Marina fazendo sombra. A água fria demais.

A camisa era branca, depois de tomar umas Bohemias que você desceu pra comprar. Beijei você enquanto você pendurava seu short e sua cueca molhados de mar. Beijei você debaixo do varal, no espaço exíguo da minha área de serviço amarelinha. Lembro que tive que abaixar a cabeça pra passar e beijar você. E fui tomar banho.

A camisa era aquela branca, de seda, e o Rio de Janeiro nunca foi tão lindo pra mim, porque eu nunca tinha sido gaúcha antes de você.

Na parede em frente ao piano esbarrei na luz, minha boate particular. Dei um trago no cigarro de palha e tossi. Você riu. Você me abraçou. Você me beijou. Te beijei. Você estava com tesão em mim, de novo. E eu em vc, de novo... Vc usou aquela pegada firme, me encostou na parede, de costas pra você e roçou seu corpo no meu, por trás. Beijou meu pescoço por trás. Há, neste mundo, poucas coisas que me entorpecem mais do que ser beijada no pescoço por trás. E depois nas costas. Longamente.

Fui à praia hj de manhã, um friiiiiiio.


Essa história faz anos, mas dentro de mim, parece que foi hj. Hj de manhã...


5:06 AM Comments:

6.9.06

Tom kha gai

Esse inverno no Rio não tá sopa, não! Esse frio no Rio tá pedindo uma quentura interior. Me lembra João Cabral de Mello Neto, que descobriu, aos 70 anos, que o frio que sentia por dentro só passava com cigarro. E aí começou a fumar. Eu preferi lembrar de dias em Paraty, há uns dois anos, quando tomei, no restaurante Thai, uma sopa cremosa de coco com frango e muuuuuuuuitas coisas picantes, aromáticas e incríveis. Chovia tanto e fazia tanto frio que a luz da cidade caiu e a gente pisava nas poças no escuro, adivinhando os passos naquelas pedras escorregadias, com as calças arregaçadas, o mundo cheirando a lodo e o medo de passar as férias no escuro e debaixo de chuva, rindo à tôa, né, João? Bebemos cervejas e comemos coisas tão apimentadas e diferentes, que no final nem sabíamos o que nos embriagou. Se foi a chuva, a luz de velas, o vento agudo, as pimentas ou a felicidade de estarmos ali, do jeito que estávamos, escuros, porém vivos e ardentes.

Pesquisei receitas, cruzei várias, e fiz do meu jeito, mas ficou, ai, ai, dos deuses. Como será o deus Thai? Não sei, mas a ele dedico a noite perfeita que tive com a sopa, vinho, conversa interminável com a minha melhor amiga e mil cigarros, todos os que eu nunca mais fumei, só em homenagem ao João Cabral...

600 gr de peito de frango em lascas, temperado com pouquíssimo limão, só pra tirar a nhaca. Eu uso frango Korin, que tem menos nhaca que os outros.
600 ml de leite de coco
400 gr de shitake em lascas
seis rodelinhas finas de gengibre fresco
*duas pimentas dedo de moça médias sem as sementes (pode botar mais, se for radical)
quatro folhas inteiras de capim-limão fresco ou um punhado de capim limão seco
um litro de caldo de galinha, sem gordura
dois pacotinhos de hondashi, caldo de peixe em pó
cinco folhas de tangerina
coentro picado

um bom vinho tinto e suas taças
um queijo camembert bem passado
geléia de laranja da terra
torradinhas

Na panela, bote pra ferver metade do leite de coco, o caldo de galinha, o hondashi, o gengibre, o capim limão, as folhas de tangerina, a pimenta e o shitake.
Finja que esqueceu tudo lá, borbulhando em fogo baixo.

No microondas ou no forno: cubra o camembert com a geléia e deixe aquecer até ficar tudo macio, sem derreter demais.
Na taça, sirva o vinho e beba devagar, respirando junto os aromas que desprendem da panela... Sirva uma torradinha do queijo camembert com a geléia de laranja. Gemer agora já pode. O queijo e o vinho são seu entretenimento, não fazem parte da sopa, ok?

Deixe o caldo reduzir bem, em fogo baixo, sem pressa, ao contrário do que dizem as receitas todas. O negócio é pra ser gostoso e lento, já que não temos pressa, mesmo. E da vida nada se leva...

Quando tudo parecer bem perfumado e perfeitamente agregado, pode tirar o capim limão, a pimenta e as folhas de tangerina. Volte o caldo para o fogo alto e acrescente o frango.

Sirva mais um pouco de vinho, mais um queijinho, mais uma conversinha

Deixe o frango cozinhar só até ficar macio, uns quinze minutos. Frango é aquela coisa: se ficar cru, fica horrível, se cozinhar demais fica meio esfarelento. Antes disso acontecer, separe todo o sólido da sopa com uma escumadeira e reserve, coloque o resto do leite de coco na panela e deixe o caldo engrossar um pouco. Não fica cremoso, fica substancioso. Se é que você me entende. Quando achar que está bom, use o seu feeling, volte com o frango e o shitake pra panela, ferva tudo e pronto. Atacar!

No prato, pra quem gosta, o coentro libera uns perfumes incríveis e casa perfeitamente com tudo. O gengibre pode ser comido. Ou não.

*Se você gosta muito de emoções fortes, pode acrescentar um pouco de pímenta dedo-de-moça esmagadinha. Mas tenha cuidado, use luvas na hora de corta-las e çave todos os acessórios muito bem lavados, ou vc pode queimar suas mãos e sua pele. Minha irmã foi parar no hospital com queimaduras de pimenta, tadinha. Também, quem mandou? Ela não é feita pra essas artes menores, cortar pimenta e tal. Ela é feita pra apreciar o que nós, os mortais, preparamos...


A melhor parte foi roubar as folhas de tangerina no supermercado...


6:29 AM Comments:

2.9.06

Andança em Itaborai

Estou chegando de um show em Itaboraí, com o Arranco e Danilo Caymmi. Esse show, chamado Quem não gosta de samba?, é uma homenagem ao super Dorival, malandro e paquerador contumaz como não se faz mais. Fizemos, literalmente, uns 40 shows desses, até no reveillon de Salvador, no Farol da Barra. Cantar Caymmi na Bahia dá um arrepio indescritível, uma emoção que nunca dantes. Pieguice, emoçoes baratas... Nada! Desafio qualquer um a estar nessa situação e não se emocionar.

Hj tive emoção parecida enquanto cantava Andança ao lado do Danilo, compositor da música. Quando o público identifica a canção, é delírio na certa. Todo mundo canta junto, braços levantados, todo mundo gosta e conhece. Um poder incontestável, que independe do gosto musical de cada um. Isso tudo me levou de volta aos meus 16 anos, numa rodinha de violão, abrindo vozes em Andança, feliz da vida por estar ao lado dos amigos que tb faziam música, mesmo que fosse mal e porcamente. A gente achava o nosso fazer musical a coisa mais linda da vida. E é ainda. Me arrepiei toda, me emocionei, tive vontade de rir, de chorar e de piscar pra mim mesma aos 16, e dizer: "Aí, garota, se deu bem!"

Eu podia imaginar muitas coisas, mas isso, não. Não mesmo...


Algodão, nosso muso

3:13 AM Comments:

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